Dia da Literatura Brasileira

 


Em 1° de maio é comemorado o Dia da Literatura Brasileira, data em que nasceu o escritor José de Alencar, autor de obras clássicas da literatura nacional, como O guarani (1857), Lucíola (1862) e Senhora (1875).


O que se é comemorado nesta data?

No Dia da Literatura Brasileira, além de ser comemorado o aniversário de José de Alencar, também é uma data para que bibliotecas, escolas, editoras, órgãos públicos e outras instituições incentivem à leitura de obras clássicas e contemporâneas, prestem homenagem à literatura brasileira, reflitam sobre a história da literatura e sua evolução.

 

Movimentos literários e seus grandes autores

- Arcadismo: Tomás António Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa.

- Romantismo: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves e José de Alencar.

- Realismo: Machado de Assis.

- Naturalismo: Aluísio Azevedo.

- Parnasianismo: Olavo Bilac.

- Simbolismo: Cruz e Sousa.

- Pré-modernismo: Lima Barreto e Augusto dos Anjos.

- Modernismo: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Erico Verissimo, Cora Coralina, Mario Quintana e Raquel de Queiroz.

- Pós-modernismo ou terceira geração modernista: Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Ferreira Gullar e João Cabral de Melo Neto.

- Literatura contemporânea: Paulo Leminski, Caio Fernando Abreu, Arnaldo Antunes, Conceição Evaristo, Ana Cristina Cesar e Carolina Maria de Jesus.

 

Obras mais famosas

1. Senhora, de José de Alencar:

Aurélia Camargo, rica e independente, “compra” um marido, Fernando Seixas, para vingar-se. Apesar do caráter vingativo da personagem, ela carrega também elementos como a bondade ao ajudar um amigo em situação financeira desfavorável; a pureza, ao manter sua virgindade mesmo após o casamento com Seixas; e a inteligência.

2. Dom Casmurro, de Machado de Assis:

História de amor entre os adolescentes Bentinho e Capitu. Assim como nas obras românticas, a amor deles enfrenta uma dificuldade, um empecilho: Bentinho deve ser padre para cumprir uma promessa de sua mãe. O narrador quebra a expectativa dos leitores e mostra uma obra realista, em que o ciumento Bentinho desconfia que sua mulher o traiu com o seu melhor amigo, chegando mesmo a ter um filho nessa aventura extraconjugal.

3. Macunaíma, de Mário de Andrade:

O herói sem nenhum caráter representa a face negativa do povo brasileiro, sem a idealização romântica com a qual a obra dialoga, já que o índio romântico era idealizado, enquanto o índio Macunaíma não é.

A obra resgata a origem da cultura brasileira, ou seja, a cultura indígena, sem deixar de lado as influências estrangeiras que formam a nossa identidade miscigenada.

4. Capitães de Areia, de Jorge Amado:

O romance, que retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, procura mostrar não apenas os assaltos e as atitudes violentas de sua vida bestializada, mas também as aspirações e os pensamentos ingênuos, comuns a qualquer criança.

5. Vidas Secas, de Graciliano Ramos:

Retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca.

6. Iracema, José de Alencar:

A relação entre Martim e Iracema significa a união entre o branco colonizador e o índio, entre a cultura europeia, civilizada, e os valores indígenas, apresentados como naturalmente bons. É uma espécie de mito de fundação da identidade brasileira.





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